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Relato de experiência

Page history last edited by Darlene 2 years, 10 months ago

Minha experiência com pessoas com necessidades especiais

 

 

            Na minha vida de professora não vivenciei qualquer processo educativo com pessoas com necessidades especiais, seja na  sala de aula, seja na família ou com amigos. O que vou relatar são lembranças de quando eu morava com a minha família no interior.

            Durante a infância e a adolescência eu tive contato com algumas pessoas com deficiência mental, não sei dizer ao certo o que seria. Os três tinham problemas graves de fala, mas compreendiam algumas coisas que falávamos para eles, e às vezes tinham algumas atitudes bem violentas. Após ler o texto sobre o histórico da inclusão, lembrei destes casos, pois mesmo vivendo no mesmo tempo cronológico, dois no mesmo bairro, eles estavam em períodos históricos diferentes.

O primeiro era um menino que a família tinha condições financeiras de oferecer um atendimento, mas eram pessoas sem conhecimento. O menino não tinha qualquer atendimento e andava sempre na rua, de casa em casa, às vezes, alguém da família batia na casa  da minha mãe procurando-o, pois não sabiam nem onde ele estava. Com o tempo ele foi piorando, deixando de compreender o que se falava, tendo problemas motores, de coordenação e ficando mais violento.

            O segundo caso era de uma menina que a família não tinha dinheiro, nem conhecimento, ela vivia trancada em casa, quase que escondida, a base de remédios para ficar calma, às vezes fugia e geralmente atacava alguém, o que gerava medo nos vizinhos. A situação era muito triste.

            A terceira que não morava no mesmo bairro dos citados anteriormente, morava no centro da cidade, a família tinha uma condição financeira boa, um bom nível de conhecimento e a mãe era professora. Esta conseguia ter um convívio social muito bom, não falava, mas conseguia compreender o que se falava com ela, sentava a mesa com outras pessoas da família ou não para fazer as refeições, fazia visitas e era levada para todos os lugares junto com a família. Ela frequentava a escola “APAE”, tinha atendimento com vários médicos e uma pessoa que ficava sempre cuidando dela. Naquela época nem se falava em inclusão em escola regulares, ou na obrigação do estado para com estas pessoas, a responsabilidade recaía  sobre a família e dependendo das condições econômicas e do nível cultural, as pessoas com necessidades especiais eram bem ou mal tratadas.

            Hoje analisando a diferença dos dois primeiros para a última apresentada, percebo que  era gritante o nível de desenvolvimento desta última, o que fazia a diferença era o compromisso da família e o atendimento que esta pessoa recebia.

 

 

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